» SÃO PAULO
Garota atropelada perde a perna
Publicado em 20.03.2008

Uma menina de 4 anos foi atropelada por um carro desgovernado que teve o freio de mão liberado por um menino de 3, em Itaquaquecetuba (SP), e perdeu parte da perna. Segundo a polícia, o dono do carro fugiu após ser ameaçado por vizinhos da vítima. O acidente ocorreu por volta das 18h da terça. A menina estava brincando na porta de casa quando foi atingida. Ela estava com as pernas do lado de fora da grade e ainda conseguiu recolher uma perna, mas não deu tempo para puxar a outra.

 

» SÃO PAULO
Mãe mantinha filhas presas à cama
Publicado em 20.03.2008

Duas irmãs, de 12 e 14 anos, eram mantidas acorrentadas à cama pela mãe, supostamente para não serem mortas. Milene Cardoso Boaventura, 30 anos, disse que as filhas são usuárias de crack, e que há mais de um ano busca tratamento para elas, mas não encontra vagas em clínicas públicas. Segundo Milene, as garotas estão juradas por bandidos da região do Itaim Paulista, na Zona Leste paulistana, onde moram, porque praticavam pequenos furtos para comprar drogas. A mãe alegou que, como tem de deixá-las sozinhas em casa para trabalhar, não encontrou outra alternativa.

 

» BAHIA
Comerciante surta e mata mulher
Publicado em 20.03.2008

O comerciante Valdeci de Assis, 42 anos, matou a empregada doméstica Marieunice Guimarães da Silva, 46, a golpes de facão, enquanto ela tentava socorrê-lo de ferimentos causados por um princípio de incêndio no bar dele, no bairro de Ogunjá, em Salvador, na manhã de ontem. Tentando conter um vazamento do botijão de gás , Assis acabou atingido pelas chamas. Marieunice, que estava indo para o trabalho, parou para socorrer o comerciante. Ao tentar convencê-lo a ir a um hospital, começou a ser agredida. “Ela saiu correndo, mas ele foi atrás, com um facão”, contou uma testemunha. Sem ter para onde fugir, no final de uma viela, a doméstica foi golpeada várias vezes, principalmente na cabeça. Quando a polícia chegou, meia hora depois do crime, Marieunice já estava morta, com as mãos amputadas, e o comerciante ameaçava pular de uma laje. “Ele dizia que podia morrer, que não tinha mais o que perder”, lembra a tenente Amanda Pontes, responsável pela prisão. De acordo com ela, Assis não contou o motivo do assassinato. Como apresenta queimaduras nos braços e no tórax, o comerciante foi encaminhado ao Hospital Geral do Estado, onde está em observação. Tão logo tenha alta médica, será preso em flagrante por homicídio.

 

» SANTA CATARINA
Adolescente passa 3 dias acorrentado em delegacia
Publicado em 20.03.2008

FLORIANÓPOLIS – Um adolescente de 17 anos passou três dias algemado na porta da cela de uma delegacia de Palhoça, na Região Metropolitana de Florianópolis. Detido no último sábado, suspeito de tentativa de homicídio, ele ficou todo o tempo sem poder tomar banho e escovar os dentes, porque não poderia ficar junto aos outros detentos.

Só ontem pela manhã, ele foi transferido para o Centro Educacional São Lucas, em São José (SC). A unidade possui 50 vagas e tem 50 internos, segundo a Secretaria da Segurança do Estado. De acordo com a secretaria, a demora para que a transferência fosse feita aconteceu porque, até ontem, não havia vaga no centro de ressocialização para o rapaz.

Segundo a pasta, o jovem que ficou detido na delegacia tem ocorrências registradas desde que tinha 14 anos. No sábado, segundo a polícia, ele portava um revólver, com o qual tentou matar um desafeto. A disputa, diz a polícia, era pelo controle do tráfico na região.

A delegacia de Palhoça possui vaga para menos de dez presos, mas abriga, atualmente, 18. Mesmo assim, como a suspeita sobre o jovem era considerada grave, a promotoria não permitiu que ele fosse liberado. A solução, segundo a secretaria, foi improvisar e algemá-lo pelo lado de fora da cela.

A situação no local é recorrente. No final do ano passado, uma mulher e um adolescente de 17 anos foram acorrentados a pilares do lado de fora da delegacia junto com outros quatro detentos.

» PERNAMBUCO - TARSILA E EDUARDA
Depoimentos encerrados
Publicado em 20.03.2008

Foi realizado, ontem, o último depoimento de acusação do processo que apura a morte das adolescentes Tarsila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ocorrida em Ipojuca, Grande Recife. Clovis José de Queiroz, dono de uma oficina em Cachoeirinha, Agreste, foi ouvido no fórum da cidade. Antes de entrar na audiência, informou à imprensa que os principais suspeitos do crime, os irmãos Marcelo e Valfrido Lira, estiveram lá para consertar a Kombi no início de maio, quando o duplo homicídio ocorreu, mas a oficina estava lotada. Por isso, o serviço não foi feito. A equipe da TV Jornal, no entanto, esteve na oficina e ouviu uma outra versão de um funcionário. O rapaz disse que a Kombi passou por serviço no local.

 

» INTERNACIONAL
Mulher preside parlamento pela 1ª vez
Publicado em 20.03.2008

A deputada do Partido Popular do Paquistão (PPP) Fahmida Mirza foi escolhida ontem presidente do Parlamento, cargo que será ocupado pela primeira vez na história do país por uma mulher. Fahmida, que obteve 249 de 324 votos depositados em uma urna na Assembléia Nacional, substituirá o atual presidente interino, Chaudhry Amir Hussain, filiado à legenda que apóia o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf. Hussain presidiu a sessão na qual a deputada do PPP venceu o candidato da oposição, Israr Tareen. Fahmida, médica e empresária, tem 51 anos e está em seu terceiro mandato como deputada. O marido de Fahmida é amigo de longa data de Asif Ali Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhuto.


CÂMARA
Deputado quer votar legalização do aborto
Publicado em 17.03.2008

BRASÍLIA – O novo presidente da Comissão de Seguridade e Família da Câmara, Jofran Frejat (PR-DF), prometeu pôr em votação o projeto de legalização do aborto, que tramita há 16 anos na casa. O texto reúne várias outras propostas que tramitavam na Câmara. “Não vou protelar, apesar de ter gente querendo empurrar esse assunto pra frente.”

Segundo ele, que é médico e ex-secretário de Saúde do Distrito Federal, o projeto terá de ser votado na comissão somente depois da Semana Santa, “em respeito à data”.

O relator do projeto, Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP), deu parecer contrário à legalização e pela permanência da lei como está, com autorização para interrupção da gravidez apenas nos casos de estupro ou de risco para a vida da mãe.

Frejat disse que, por ter assumido a presidência da comissão, prefere não tornar pública sua opinião. Porém, as declarações evidenciam que ele é contra a legalização. “Me pergunto se, com o aborto liberado em qualquer tempo, os hospitais públicos terão condição de fazer esse tipo de procedimento”, disse.

Segundo o deputado, a legalização também estaria em confronto com a política do governo de controle da natalidade e de paternidade responsável. “A pessoa pode pensar que, se engravidar, poderá ir ao hospital e abortar.”

Outro projeto que o presidente da comissão de seguridade da Câmara promete pôr em pauta em breve é o que prevê o pagamento de um salário mínimo, durante 18 anos, à mulher vítima de estupro que decidir ter o filho. O benefício foi apelidado de “bolsa estupro” por militantes favoráveis ao aborto.

MATO GROSSO DO SUL
Garota de 12 anos presa há 7 dias em cela comum
Publicado em 17.03.2008

CAMPO GRANDE – Sob acusação de desacato a autoridade, uma menina de 12 anos está presa há quase uma semana em uma cela comum da delegacia de Sidrolândia (a 60 quilômetros de Campo Grande). De acordo com o Centro de Direitos Humanos (CDDH) de Mato Grosso do Sul, ela vem sendo mantida sozinha, mas sua cela fica ao lado de outras que abrigam exclusivamente homens.

“Ela está com medo e constrangida. Na hora de tomar banho, usa um espaço inadequado, sem nenhuma privacidade”, afirma o presidente do CDDH, Paulo Ângelo. “Trata-se de uma violação inadmissível ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de um dano psicológico irreparável.”

Na sexta-feira, o CDDH enviou advogados a Sidrolândia para buscar informações sobre o caso. Ontem, Ângelo viajou à cidade para tentar reverter a medida. Até o início da noite, a menina continuava presa.

A apreensão da garota foi determinada pelo delegado-titular, Edson Pigosso, na terça-feira da semana passada. Na delegacia, um agente plantonista diz que ele só poderá falar sobre o assunto hoje. “De qualquer maneira, a garota foi apreendida, não presa. E só ficará na cela até encontrarmos lugar em uma unidade apropriada”, diz o agente, que não se identifica.

Segundo ele, a menina havia fugido de casa com um namorado adulto. Localizada por investigadores após uma queixa da família, ela foi conduzida à delegacia, onde se recusou a responder perguntas do delegado, especialmente sobre o namorado. O agente plantonista diz que, no fim, ela o desacatou.

Para o presidente do CDDH, a medida, além de ilegal e desproporcional, foi inadequada. “Se havia problemas, ela deveria ter sido entregue ao Conselho Tutelar.”

Ângelo lembrou caso ocorrido ano passado envolvendo uma adolescente de 15 anos, que, sob acusação de tráfico de drogas, ficou sete meses em uma cela comum de Bodoquena (MS). Também ano passado, uma jovem de 15 anos dividiu cela com 30 homens em Abaetetuba (PA).

CRIME
Adolescente assassinada em bar
Publicado em 17.03.2008

A história de vida da doméstica Marília Braz da Silva, 23 anos, é o retrato da violência urbana na Região Metropolitana do Estado. Passava da meia-noite de ontem quando ela recebeu a notícia de que a irmã mais nova, de 16 anos, havia sido assassinada quando bebia com amigos em um bar a poucos metros da casa dela, em Peixinhos, Olinda. A adolescente foi morta com um tiro na cabeça. Não era a primeira vez que Marília recebia uma notícias desse tipo. Outros três irmãos já haviam sido executados da mesma forma, a tiros.

A doméstica não soube dizer o motivo do homicídio da caçula. A irmã dela, Jéssica Braz da Silva, estava no bar, localizado na Rua Mariano Teixeira, quando o crime aconteceu. “Não sei o que pode ter acontecido. Não aguento mais essa violência. Já é o quarto da família a morrer dessa forma”, desabafou Marília, que não conseguiu contar as lágrimas ao falar da irmã. Jéssica deixou uma filha de apenas um ano e meio.

“Meus pais já morreram. Morávamos somente eu, ela, meu filho e a filha dela. Minha irmã nos sustentava, já que estou sem emprego e ela recebia uma pensão do pai. Agora, sobraram apenas eu e um irmão, que está cuidando do enterro, pois não tenho mais cabeça para isso”, contou.

Moradores da área preferiram não comentar o assassinato. O bar onde aconteceu o crime é um pequeno estabelecimento que fica na esquina da casa onde Jéssica morava com a irmã. Na manhã de ontem, quando a reportagem do Jornal do Commercio esteve no local, o bar estava fechado.

O sepultamento de Jéssica Braz da Silva aconteceu no fim da tarde, no Cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife. O crime será investigado pela Delegacia de Olinda.

ZONA SUL
Criança é assediada por vizinho
Publicado em 17.03.2008

Homem de 45 anos foi preso acusado de ter beijado na boca criança de apenas 3 anos, ontem, no Recife. Ele é vizinho da menina, que havia ido a sua casa à tarde. Ao sair do local, a garota relatou à mãe que o homem a beijou. Assustada, a mulher acionou a polícia. Não ficou provado se o acusado tocou ou agrediu fisicamente a menina, mas ele foi levado à Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente, onde o autuaram em flagrante por atentado violento ao pudor.

ABREU E LIMA
Caetés Velho ganha PSF
Publicado em 17.03.2008

O bairro de Caetés Velho, em Abreu e Lima, tem um novo posto do Programa Saúde da Família (PSF) na Rua 15 de Novembro, 124. No local é realizado o programa Saúde nos bairros, que a cada domingo contempla um bairro diferente. Além do atendimento médico, ginecológico e odontológico, os moradores podem fazer aferição da pressão arterial, exames de glicose e de prevenção do câncer do colo do útero, aplicação de vacinas e de flúor. Um advogado fica de plantão para atendimento jurídico.

 

CAMARAGIBE
Problemas resolvidos pela metade
Publicado em 17.03.2008

A Prefeitura de Camaragibe tirou o matagal que cobria o Posto de Saúde Santa Terezinha, no bairro Alberto Maia. Porém, outros problemas, até mais graves, permanecem do mesmo jeito. Os pacientes reclamam de falta de médicos e de remédios. Isso sem falar na fachada da unidade que está em péssimo estado de conservação.

 

SAÚDE
Setenta e três pacientes aguardam vaga em UTI
Publicado em 17.03.2008

Setenta e três pacientes estão à espera de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), alguns há mais de 20 dias. A lista foi entregue ontem à Justiça pela Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps), que pediu o encaminhamento dos doentes a hospitais particulares, como determina liminar de 2007 da 7ª Vara da Fazenda Pública.

A relação é encabeçada por Anita Félix de Souza, há 20 dias com encaminhamento para uma UTI, seguida por Antônia das Dores da Conceição, 11 dias, Ezi Floriano de Souza, 11 dias, Maria Suelene da Silva, 13 dias, e Antônio Cícero de Lima, 15 dias. Com exceção de Ezi, que está no Hospital Agamenon Magalhães, todos os outros estão no Hospital da Restauração. Dos 73 pacientes na fila da UTI, seis são do Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procap).

A liminar estabelece que o governo do Estado deve encaminhar os pacientes para hospitais privados quando não houver vaga nas UTIs dos públicos. A coordenadora executiva da Aduseps, Renê Patriota, acusa o governo de estar descumprindo a decisão judicial. “A Secretaria Estadual de Saúde não quer pagar a conta a um hospital público, por isso está deixando as pessoas morrerem sem atendimento adequado”, afirma. O secretário de Saúde, João Gomes, não foi localizado pelo JC para comentar o assunto.

O advogado da Aduseps, Álvaro Valença, disse que o juiz de plantão ontem não estava no fórum, em Joana Bezerra. “Ele disse, por telefone, que não havia uma urgência no pedido.”

ENTREVISTA » JACKSON FLORÊNCIO
Campanha estimula parto normal
Publicado em 17.03.2008

O Brasil tem o segundo maior índice de cesarianas do mundo: 41,8%. No setor privado foram 79%. A Organização Mundial de Saúde indica que o ideal seria entre 10% e 15%. A Associação Brasileira de Medicina de Grupo incentiva a campanha Parto é Normal. Com a palavra, o presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de Caruaru, Jackson Florêncio.

JC – Por que o parto normal é importante para mãe e filho?

JACKSON FLORÊNCIO – A mulher se recupera mais rapidamente e corre menor risco com o procedimento, que ainda proporciona maior interação entre a mãe e o bebê. O trajeto natural do parto também é importante para as vias respiratórias da criança: se ela nasce em apresentação cefálica (de cabeça), no momento da passagem pela vagina ocorre uma limpeza dos líquidos que estão em seu pulmão. Os custos do parto normal também são menores, se comparados aos da cesariana.

JC – As dores do parto normal podem ser minimizadas?

JACKSON – Quando a mulher está preparada, encara as etapas com serenidade e colabora em todas elas. Ao fim desse processo, se sente vitoriosa e gratificada. A analgesia ou mesmo a anestesia deixa a deixa sedada e com o limiar da dor alterado, isso minimiza o sofrimento. Há formas de preparar melhor o corpo para o parto normal e atenuar as dores da mãe. A mulher precisa procurar assistência médica para o acompanhamento pré-natal, que vai fortalecê-la física e psicologicamente.

JC – Ainda assim as mulheres temem o parto normal?

JACKSON – Sim. No meu entendimento, o temor explica o número excessivo de cesarianas em nosso meio. Outro motivo seria a possibilidade de realizar a laqueadura tubária durante a cesariana. Em nossa região as mulheres temem o parto normal por falta de informação. Mas vale esclarecer que ambos os partos, se indicados de forma correta, são bons.

JC – Ficam seqüelas?

JACKSON – Sim. As mais comuns são: flacidez dos músculos da região pélvica, que provoca, com o tempo, a descida da bexiga, por exemplo. Isso acontece com maior freqüência nas que tiveram muitos filhos, embora possa atingir a mulher já no primeiro parto. A correção do períneo se dá através de cirurgia. E mais: um parto normal em uma mulher que já se submeteu à cesariana é mais arriscado, pois pode haver uma ruptura uterina. A boa assistência obstétrica evita maiores danos.

JC – Quando a cesariana é indicada?

JACKSON – É a cirurgia mais realizada no mundo, as principais indicações são: desproporção feto-pélvica, sofrimento materno ou fetal, falha na tentativa do parto normal, feto em situação transversa, sangramento abundante devido à placenta prévia ou descolamento prematuro da placenta, etc.

JC – Quais os riscos que uma cesariana traz à mãe e criança?

JACKSON – Nas últimas décadas, o risco da cesariana tem diminuído e o leque de indicações desse procedimento aumentou. A ultra-sonografia muito contribuiu para isso, pois oferece informações sobre a situação do feto, idade gestacional e formação. Os estudos, no entanto, mostram maior risco de mortalidade materna e fetal na cesariana, em relação ao parto normal, porque a perda de sangue e os riscos de infecção são maiores.

 

 

» HOMICÍDIOS
Companheiros lideram violência contra mulheres
Publicado em 06.03.2008

Dossiê do Fórum das Mulheres de Pernambuco revela que 82,9% dos 1.862 assassinatos, entre 2002 e 2007, foram praticados por parceiros e familiares

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo sábado, o Fórum das Mulheres de Pernambuco divulgou ontem um estudo sobre a caracterização dos homicídios ocorridos no Estado, entre os anos de 2002 e 2007. As estatísticas apontam que companheiros e familiares são os principais agressores, ficando responsáveis por 82,9% dos 1.862 casos de assassinatos registrados no período. O número representa uma média de 310 mortes por ano, em Pernambuco. Quase metade dos crimes são cometidos contra mulheres jovens, de até 25 anos.

Quanto ao perfil dos agressores, segundo a coordenadora de pesquisa do Observatório da Violência contra as Mulheres, Ana Paula Portella, 95% são praticados por homens, com predominância do uso de armas de fogo, usadas em 64,2% dos casos registrados em 2006.

A história da técnica de enfermagem Kety Simone dos Santos, 31 anos, não fugiu à regra. Ela foi assassinada com três tiros, pelo sogro, na porta de casa, em abril de 2006. O acusado foi preso e cumpre pena há quase um ano. “O motivo era simples, mas isso não impediu que ele fizesse essa barbaridade. Ele queria ver o neto, mas como o garoto estava de castigo não pôde”, contou a enfermeira Hosana Olivina dos Santos, 52, que ainda chora a morte da filha.

Um dos pontos curiosos do dossiê é que a contagem feita pela imprensa entre os anos de 2004 e 2006 é maior que a lista com os números oficiais, divulgados pela Secretaria de Defesa Social (SDS). São 166 casos a mais. O levantamento será encaminhado à Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM) do governo federal. “É uma forma de documentar a violência contra as mulheres e pressionar por um conjunto de políticas de segurança e medidas de proteção. Os assassinatos são conseqüência da violência doméstica e conjugais a que estão submetidas”, disse Ana Paula Portella.

A violência também tem território marcado. A Região Metropolitana do Recife (RMR) concentra o maior número dos casos de homicídio com 62,9%. Com relação aos bairros de ocorrência, verificou-se, que no período de 2002 a 2007, nove bairros concentraram 21% de todos os registros.

O Ibura, na Zona Sul, e Santo Amaro, área central do Recife, estão no topo da lista em cinco dos seis anos analisados. “Eles têm mantido os registros como bairros extremamente violentos pela circulação de arma de fogo e atuação de grupos criminosos na área”.

Segundo dados do Departamento Policial de Mulheres (DPMul), até o último dia 3 de março, 60 mulheres foram assassinadas no Estado.

» HOMICÍDIOS
Dia de violência no bairro de Santo Amaro
Publicado em 06.03.2008

Santo Amaro, na área central do Recife, viveu mais um dia de violência, ontem. A polícia confirmou dois homicídios, um na Avenida Jaime da Fonte e o segundo na Rua da Bola. Entretanto, informações de moradores da área dão conta de que uma mulher, de identidade e idade não reveladas, também foi assassinada a tiros na Rua da Floresta. Ainda de acordo com testemunhas, o crime aconteceu por volta das 18h, porque a vítima devia dinheiro a traficantes. Até o fechamento desta edição, às 23h30, o homicídio não tinha sido confirmado pela polícia.

A Força-Tarefa do Núcleo da Delegacia de Homicídios registrou duas mortes. A primeira foi a do gari Alexsandro Fonseca da Silva. Segundo a polícia, ele estava trabalhando quando dois homens não identificados atiraram quatro vezes contra a cabeça dele. O gari foi levado para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, onde faleceu.

Por volta das 16h, o biscateiro Carlos Alberto Ferreira dos Santos, 44, foi morto a tiros em uma casa em construção na Rua da Bola. A polícia detalhou o que pode ter motivado os dois crimes, que serão investigados pela Delegacia de Santo Amaro.

Já em Pau Amarelo,o cabeleireiro Jadson Bezerra Gomes, 32, foi morto a tiros na frente de casa, às 17h de ontem. Agentes da Força-Tarefa não deram informações sobre o que pode ter motivado o homicídio.

 

» PESQUISA
Mercado de trabalho prefere os homens
Publicado em 06.03.2008

Estudo do Dieese mostra que rendimento médio das mulheres continua abaixo do valor pago aos homens. O número de desempregadas é maior

No próximo sábado, dia 8, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Mas as trabalhadoras do Grande Recife terão pouco o que comemorar. O rendimento anual médio das mulheres no ano passado (R$ 555) continua bem abaixo do dos homens (R$ 755), sendo o equivalente a 73,5%. Além disso, as taxas de desemprego, de participação no mercado de trabalho da região e a camada da população feminina que ainda exerce atividades consideradas precárias sofreram tímidas melhoras na comparação entre 2007 e 2006, de acordo com a pesquisa A Mulher no Mercado de Trabalho da Região Metropolitana do Recife, realizada anualmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

“O Dia Internacional da Mulher será uma data para reflexão e não de comemoração. A relação de desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho do Grande Recife persiste”, argumentou o coordenador-geral da pesquisa, Jairo Santiago. Um exemplo é a taxa de desemprego feminina, que caiu menos que a masculina. A primeira partiu de 24,8% em 2006 para 23,1% em 2007, enquanto que a segunda caiu de 18,4% para 16,9%. Dessa forma, a maior parte dos desempregados do Grande Recife continua sendo mulheres (52,8%). E as ocupadas, em sua maioria, cerca de 47%, não tinham acesso a todos os direitos trabalhistas e de proteção social.

Os resultados são piores se for levado em conta que em todas as regiões do País, as mulheres têm maior tempo médio de estudo do que os homens. Santiago aponta mais um ponto negativo. O número de domicílios chefiados por mulheres aumentou de 26,8% em 1998 para 34,2% em 2007. “Por um lado há a ruptura dos padrões patriarcais, mas ao mesmo tempo, o aumento é negativo, pois as mulheres possuem empregos precários e ainda têm que fazer uma segunda jornada em casa, como chefe do lar”, justificou.

» COMPORTAMENTO
Elas fazem a diferença no trabalho
Publicado em 03.03.2008

Intuição, concentração e flexibilidade são algumas das características que favorecem as mulheres

Roseanne Albuquerque

roseanealbuquerque@radiojornal.com.br

Determinação, flexibilidade, concentração e sensibilidade: essas são apenas algumas das características comuns ao universo feminino que têm feito a diferença no competitivo mercado de trabalho. Aos poucos, de maneira às vezes quase que silenciosa, mas com resultados contundentes, a mulher vai ganhando mais espaço em diversos segmentos profissionais, inclusive nos que, há bem pouco tempo, eram predominantemente masculinos. As mulheres hoje estão na agricultura, nas corporações militares, nas mesas de decisões de grandes empresas. Para quem ainda acha que “lugar de mulher é na cozinha”, é bom começar a rever esse conceito.

“As mulheres caminham para conquistas ainda maiores e isso é muito perceptível. Em contrapartida, elas pagam um preço muito alto para se manter nesse competitivo mercado de trabalho, comprometendo até mesmo sua vida pessoal. A mulher de hoje é bem mais cobrada e o mercado exige muita dedicação. Quando chega a cargos executivos, tem que provar duas vezes mais do que os homens que realmente são competentes”, analisa a consultora organizacional da Rede Humana, Ana Paula Moreira.

Para a consultora, a mulher se firma mais no mercado de trabalho porque sabe aproveitar melhor algumas características, como a flexibilidade. “Ela usa a intuição, tem jogo de cintura para lidar com situações variadas dentro do ambiente de trabalho, porque ela mesma vivencia isso em seu dia-a-dia. Exemplo: a mulher tem que resolver questões de casa, de marido, de filhos, está sempre tomando decisões e isso, sem dúvida, facilita o encaminhamento de ações no lado profissional”, argumenta Ana Paula. “Isso concede mais dinamismo no ambiente de trabalho”.

A psicóloga Virgínia Passos aponta a ampla percepção feminina como um grande trunfo na participação nos diversos segmentos profissionais. “Normalmente o homem é mais imediatista, a mulher já desenvolve melhor essa questão do planejamento. Um grande aliado disso é a educação dos filhos. A mulher acompanha com mais detalhes esse processo, planeja ações para sua prole a curto, médio e longo prazos, e ela inevitavelmente transfere esse senso aguçado de responsabilidade e planejamento para o trabalho”, enfatiza. “Talvez seja este um dos grandes fatores de motivação, de força que a mulher tem agregado nas suas áreas de atuação”, complementa.

Para a empresária Luzineide Vasconcelos Cavalcanti, a tendência é que a presença feminina no mundo do trabalho cresça cada vez mais. “Com certeza, a mulher já solidificou sua marca no mercado. O diferencial da força feminina é que ela tem uma ampla visão de trabalho, tem uma sensibilidade mais aguçada e dosa com mais equilíbrio a razão e emoção nas horas de decisões”, diz a empresária. Para ela, a mulher é bem mais dedicada, tende a buscar a perfeição e é bastante crítica.

“O sucesso das mulheres é garantido com uma dosagem de paciência, serenidade e garra, características tão comuns a elas”, conta Cavalcanti. Ela está no ramo de vestuário e cama, mesa e banho há 18 anos, administra sete lojas e comanda um corpo funcional composto por 90% de mulheres.

Elas também tem ganhado espaço na vida política, seja no exercício de cargos executivos e legislativos, seja nos movimentos populares. “Quando integra uma luta social, a mulher coloca como diferencial a sua sensibilidade, que passa a ser vista não como um empecilho, mas uma característica que preconiza o diálogo, a conversa, a negociação. Ela usa sua sensibilidade para ter mais poder de convencimento”, destaca a professora Socorro Lacerda, integrante da União Brasileira de Mulheres.

Mas ela ressalta que as mulheres enfrentam grandes dificuldades para participar da militância. “Não é fácil para nós administrarmos os afazeres de casa, trabalho, filhos, companheiros e ainda por cima ganharmos as ruas para lutarmos por algum ideal. Isso ainda é uma grande exceção”, afirma.

» CAPA
Mulheres em busca de conciliar papéis
Publicado em 02.03.2008

[SUTIA-C]Trabalho ou filhos? Depois de conquistaram respeito e posições no mercado de trabalho, elas não querem escolher, mas equilibrar funções, É o que revela pesquisa sobre perfil feminino

Bruna Cabral

bruna@jc.com.br

Nem enfurnadas dentro de casa, nem incendiárias de sutiãs. As mulheres entraram no século 21 mais equilibradas. Ou equilibristas. Conseguiram, enfim, largar a bandeira do feminismo, assumindo causas – e cargos – os mais diversos. O mercado de trabalho está de portas abertas para elas. Especialmente o brasileiro. Segundo pesquisa da consultoria Grant Thornton International, o País já figura em segundo lugar no ranking mundial de nações com melhor distribuição de cargos de gerência entre homens e mulheres. Às vésperas da comemoração de mais um Dia Internacional da Mulher, 8 de março, elas nunca gozaram de tanto prestígio profissional. Em compensação, jamais sentiram tanta saudade dos filhos.

O malabarismo não é mais para se fazer notar entre colegas de terno, gravata e currículo com reconhecimento social determinado pelo gênero. Difícil agora é voltar para casa todos os dias a tempo de participar da vida de suas crias. “As mulheres já têm papéis assegurados. Muitos, por sinal. O que elas buscam é conciliar todos eles”, afirma Suzana Carvalho, diretora do instituto de pesquisa gaúcho Rohde & Carvalho, que realizou duas edições, em 2000 e 2007, de uma pesquisa de opinião chamada Mulheres do Brasil, sobre hábitos de consumo e comportamento delas. A executiva conta que percebeu a mudança de foco feminino após comparar os resultados. “Na primeira edição, 70% das entrevistadas declararam-se focadas em suas carreiras. Ano passado, só 23% disseram o mesmo”, conta.

Só não dá para confundir o novo resultado com falta de profissionalismo. Os números divulgados pelo Grant Thornton International atestam a competência delas: nada módicos 42% dos altos cargos nacionais são ocupados por mulheres. Dentro de casa, elas também chefiam. Segundo a pesquisa da Rohde & Carvalho, 71% das 2.100 mulheres entrevistadas são independentes financeiramente e só 50% delas dividem a responsabilidade de manter a casa com parceiros. Mais de 80% das entrevistadas afirmaram estar mais envolvidas com a criação dos filhos que os parceiros. Não sem um custo alto: 55% delas admitiram que se sentem sobrecarregadas.

“Da porta de casa para fora, está tudo muito bem definido: o sustento da família é responsabilidade do casal. Mas dentro de casa os acordos ainda estão sendo feitos. É como se a paternidade ainda precisasse ser estimulada pela mulher. Ela é quem cobra maior envolvimento dele”, diz a psicóloga Ana Flávia Cortez, 34, mãe de Beatriz, 2. “A gente tem que dar qualidade de vida aos filhos, viver investindo em qualificação profissional, ganhar dinheiro e ainda precisa ser linda, magra, ter cabelos sedosos e escovados, unhas feitas… Claro que ser mulher é bom, mas dá muito trabalho!”

E cada mulher busca uma estratégia para dar conta de tudo. Umas ficam de olho no trabalho, outras na família, outras no espelho – para não fazer feio diante da dura concorrência com o Photoshop das revistas femininas – e há até as mulheres-maravilha que acham tempo para cuidar do planeta. Confira nas páginas seguintes perfis de mulheres que foram “fotografados” pela pesquisa da Rhodes & Carvalho. E depois por Chico Porto nas ruas do Recife.

» CAPA II
» Mulher-canguru
Publicado em 02.03.2008

Só falta o “bolsão” para a psicóloga Ana Flávia Cortez (foto), 34 anos, sair por aí carregando a filha Beatriz, de dois anos, para todo lado. “Trabalhava o dia inteiro, mas em dezembro deixei um dos empregos, para ter um pouco mais de tempo livre”, conta. Além de Bia, o desejo de estudar foi o que levou à decisão. “A gente precisa sempre se qualificar, mas também não dá para sumir de casa. Preciso estar por perto.” E quando ela não consegue, quem assume os cuidados com Bia é a babá. “Basta pegar a bolsa para Beatriz perguntar se vou trabalhar. Até nas brincadeiras dela isso aparece: ela fala que é mãe das bonecas e diz que vai trabalhar e mais tarde volta.” Para outras “cangurus”, a maternidade assume contornos tão grandiosos que o trabalho perde o sentido. “Preferi ficar em casa cuidando de meu filho. Dizem que é retrocesso, mas não acho. Minha avó não teve escolha. Eu tive. Acho um privilégio vê-lo crescer”, diz a mãe em tempo integral Carla Cristina da Silva, 25. O estudo da Rohdes & Carvalho apontou que mulheres como Carla e Ana Flávia representam 27% das entrevistadas da classe A. Elas trabalham (72%), têm computador (85%), em média 35 anos (72%) e, claro, filhos. Mesmo com renda inferior, a professora Suzana Farias, 40, não titubeou antes de se assumir canguru. Com dois filhos, admite sentir prazer em trabalhar, mas “nada se compara à satisfação de ser mãe. O fundamental não é sucesso, mas tempo para ficar com meus filhos”.

» Mulher-borboleta

O mercado de trabalho é das borboletas. Mulheres independentes financeiramente, com até 40 anos (71%), adeptas de toda e qualquer forma de avanço tecnológico, para quem computador e internet são tão familiares quanto telefone e televisão. Elas representam, segundo a pesquisa, 31% das mulheres da classe A entrevistadas. Executivas como Cristiane Amaral (foto), que, embora tenha somente 33 anos, já está celebrando 10 anos de carreira. Cristiane é formada em contabilidade e trabalha como bancária “o dia inteiro”, muitas vezes sem intervalo nem para o almoço. “Durante a semana, dou pouquíssima atenção a meu filho. Aí, o fim e semana é dele. E meu”, diz, deixando bem claro que os cuidados pessoais ficam em segundo plano. “Até gosto de ir ao salão de beleza, mas só se for rápido, porque não tenho tempo a perder”, diz Cristiane. Representando uma fatia cada vez maior de mulheres brasileiras, ela conta que a decisão de ter filhos foi adiada por muitos anos em função da carreira. “Queria ter alguma segurança financeira para engravidar e fiquei adiando até que, aos 31, decidi: é agora ou nunca”, lembra. O problema é que estabilidade rima com responsabilidade. E ela vive às voltas para equilibrar duas agendas lotadíssimas: a de mãe e a de bancária. Sua prioridade? “Não tenho uma, tenho várias”, resume.

» Mulher-avestruz

Com mais de oito anos de experiência profissional, Waldecila Cocri (foto), 34, é o que a Rhodes & Carvalho definiu como mulheres-avestruz. “Na verdade não sou, estou.” Mãe de um rapaz de 17 anos, ela nunca abriu mão de seu trabalho, enquanto pôde escolher. “Há cinco meses estou sem emprego.” E também sem auto-estima, vontade de sair de casa e sem qualquer confiança nas oportunidades do mercado de trabalho. “As coisas são muito injustas ultimamente. Mas não acho que para qualquer gênero”, diz. “Antes, existia um grande preconceito com relação à capacidade das mulheres, agora existe medo. Os homens estão perdendo oportunidades para nós”, diz a advogada recém-formada Janaína Pontes, 22, que está tentando “domar” o mercado primeiro para depois pensar em filhos. Desempregadas ou simplesmente frustradas profissionalmente, as mulheres que a Rohdes & Carvalho agrupou como avestruzes somaram nada menos que 18% das entrevistadas da classe B. Elas geralmente têm filhos (69%), são casadas (59%), têm foco nelas mesmas e querem mudar de vida.

» Mulher-camelo

Acostumada ao “batente”, a auxiliar de serviços gerais Ana Paula dos Santos (foto), 27 anos, bem poderia ser considerada a mulher padrão brasileira, não fosse por um detalhe: ela não tem filhos. Nem é casada. “Não quero filho nem tão cedo”, diz, categórica. O que ela quer evitar a todo custo, na verdade, é outra boca para alimentar. Arrimo de família, ela é a única que trabalha em casa para sustentar dois irmãos mais novos e a mãe, que perdeu a fala após ter sofrido um AVC há cinco anos, e recebe “uma aposentadoriazinha”. “Sou a mais velha. Minha irmã caçula cuida da minha mãe e meu irmão do meio faz uns bicos”, conta. Enquanto não “organiza as coisas em casa”, os sonhos de Ana Paula são todos profissionais. Com segundo grau completo, ela quer se formar em psicologia. “Quem sabe…” Equilibrando-se na mesma corda bamba que milhares de brasileiras, Ana é o que a pesquisa da Rohde & Carvalho define como mulher-camelo: “pertence à classe C, é focada no trabalho, não alcançou a independência financeira e carrega muitas responsabilidades”. Segundo a pesquisa, 55% delas têm até 35 anos, 77% até vão ao salão de beleza e 42% são casadas.

» Mulher-pavão

Quando Ana Celina Queiroz (foto), 36, passa, todo mundo percebe que ali vai uma mulher-pavão. Pelo menos foi assim que o estudo Mulheres do Brasil classificou as vaidosas-obssessivas de plantão, nada menos que 24% das entrevistadas da classe A. Ana Celina é uma pavão padrão: não tem filhos, não é casada, gasta os tubos no salão de beleza, compra cremes “caros”, maquiagem, roupas, jóias, sapatos, bolsas… não dispensa nada. “Quando estou estressada, não tenho dúvidas: corro para o shopping para fazer muitas compras. Fico calma num instante”, brinca. A única responsabilidade de Ana Celina, além dela mesma, são seus pais, com quem divide a casa e as despesas. Concursada, ela admite estar numa situação privilegiada: “para os padrões brasileiros, vivo muito confortavelmente”. Ela e todas as “pavões” estão capitaneando uma corrida meio exagerada pela vaidade que começou há alguns anos no Brasil, impondo severos padrões de beleza às mulheres. Elas pensam mais nelas que em quaisquer outras pessoas, são independentes financeiramente, fizeram um ou mais tratamentos ou procedimentos estéticos, trabalham fora (88%), têm – e utilizam bastante – cartões de crédito (89%), vivem no salão de beleza (97%) e usam cremes e cosméticos (99%). Muitos, de preferência.

» LITERATURA
Amor e psicanálise na visão feminina
Publicado em 06.03.2008

Eugênia Bezerra

eugenia.bezerra@gmail.com

Um diálogo sobre as questões do amor e da sexualidade femininos ao longo dos tempos é o ponto de partida da psiquiatra gaúcha Vera Stringuini no livro Amar Amando: do amor e da sexualidade, a ser lançando hoje, a partir das 18h, na Livraria Arraial. A autora volta ao Recife, onde viveu dois anos na clandestinidade durante a luta contra a ditadura militar, até ser presa, ficando mais três anos na Colônia Penal do Bom Pastor.

A obra é formada por 10 artigos que combinam conceitos da psiquiatria com elementos da memória afetiva da autora. “É um tipo de literatura que fiz para me organizar, acertar contas com meus mestres, como Freud e Melanie Klein, e personagens importantes na minha vida, como o dramaturgo Nelson Rodrigues”, explica Vera. O resultado é um livro que aborda temas complexos como a libido, o afeto e o desenvolvimento sexual infantil, bem como as interpretações das sociedades ao longo dos tempos, sob a perspectiva psicanalítica, de uma maneira compreensível mesmo para o leitor menos familiarizado com os assuntos abordados.

“Não há tantas amarras teóricas. Podemos usar a sexologia para falar sobre moda, filosofia. É isso que me interessa”. Mesmo assim, a obra aborda diversas correntes de pensamento, como a psicanálise clássica e a junguiana. “Comecei a me interessar pela sexologia, não tanto do ponto de vista médico, mas do imaginário. Especialmente sobre as representações trágicas do desejo”, diz.

A autora destaca que, dada a complexidade do assunto, Amar amando não apresenta conclusões. “Quando falo de amor e sexualidade é um esforço para entender isso em sua amplitude. É um assunto cabe mais na imaginação do que no que considermos entendimento”, teoriza.

A própria relação entre a autora e os textos escritos tem mudado ao longo do tempo. No capítulo Freud e a feminilidade, por exemplo, ela tece críticas à representação do feminino construída pelo pai da psicanálise por considerá-lo reacionário. Embora seu entendimento hoje seja outro, não reescreveu o ensaio. “Freud tinha certo atraso nesse aspecto. Mas ao lado do feminino, havia a mulher, com as quais se dava muito bem. Ele sempre teve mulheres cuidando dele, por isso criou regras do que seria o feminino. Mas entendo que na época, do pós-guerra, havia mesmo um desajuste de papéis, especialmente sexuais. Foi um desafio ter que debater de igual para igual com Freud.”, afirma.

A autora mobilizou figuras femininas da mitologia e das artes para refletir sobre a obra dos mestres. “Meus pacientes estão muito presentes, mas optei por não usar casos clínicos porque assim eu teria um certo controle da interpretação. Com personagens de domínio público, há um debate mais igualitário com o leitor”, justifica.

O amor e a sexualidade masculinos também interessam à autora, e devem estar presentes em suas próximas obras. “A relação entre pai e filho também é muito complexa. Estou me dedicando a um trabalho sobre Cristo, Deus e o carpinteiro José no qual abordo estes pensamentos”, adianta Vera Stringuini.

» Lançamento de Amar amando: Do amor e da sexualidade. Hoje, 18h, na Livraria Arraial, Estrada do Arraial, 2.350, Tamarineira. Entrada franca. Fone: 9601-7444

» INAUGURAÇÃO
Julieta Pontes abre Galeria Uffici
Publicado em 06.03.2008

Inúmeras exposições e performances artísticas depois, a Rua Jeremias Bastos, no Pina, ganhou o apelido de Rua dos Artistas. Ateliês que atraíram outros e, em pouco tempo, se aglomeraram. Neste espaço, há cerca de 15 anos, funciona o Atelier Julieta Pontes, que a partir de hoje abriga a Galeria Uffici. Nesta noite de inauguração, a artista plástica Julieta Pontes expõe telas da mostra Matéria natural, que já circulou em Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Paraíba. Periodicamente, a galeria será aberta à exposição de telas de outros artistas e pretende promover e ampliar a produção artística através de intercâmbios e laboratórios, incentivando e abrindo portas para o mercado da arte, com um espaço adequado para abrigar as obras. Por causa da grande visitação do público e circulação de artistas na rua, há quatro anos, as primeiras terças-feiras do mês viraram dia de ateliês abertos e espaço para a cultura. A Galeria Uffici vai funcionar das 9h às 17h, na Rua dos Artistas, 442, Pina.

 

Afortunadas mulheres
Publicado em 06.03.2008

Luiz Otavio Cavalcanti

Elas estão sempre por perto. Desde o berço materno, na primeira escola, a primeira namorada e, cada vez mais, profissionais em empresas e nas cortes. Embora, às vezes, não as vejamos. Não que se tornem invisíveis. Mas porque as deixamos de ver em nossa cega ilusão. De minha parte, procuro enxergá-las e aprender com elas. Maria, mulher exemplo, Gabriela, que percebe as dores do mundo, e, neste meu outono, chegou uma primavera, Rafaela.

E, na política? Grandes líderes na história mundial foram mulheres. No Egito, Cleópatra, na Espanha, Isabel, na Inglaterra, Elizabeth I, na Rússia, Catarina, a Grande. Mas, elas só brilham nas monarquias?

Bem, alguns psicólogos entendem que as mulheres, em comparação com os homens, têm mais habilidade para criar consensos políticos e são mais hábeis para organizar iniciativas. Uma explicação para sua forte presença nas monarquias talvez fosse o fato de que, no trono, mulheres lidam com elites limitadas. Enquanto que, nas democracias modernas, elas enfrentam mais abertamente preconceitos públicos (Nicholas Kristof, ESP, 17/02/08). Talvez.

De qualquer modo, líderes femininas afirmativas exerceram o poder com êxito em regimes democráticos: Golda Meir, em Israel, Indira Ghandi, na Índia, Margareth Tatcher, na Inglaterra, Benazir Bhuto, no Paquistão, e recentemente as presidentes do Chile e da Argentina.

Certamente não terá sido fácil para elas. Auto-promoção funciona eficazmente para os homens na sociedade-espetáculo em que vivemos. Mas quando se trata de mulheres, a reação geral não é propriamente de aprovação. Isso aumenta o desafio para o feminino. Segundo Rosabeth Moss Kanter, da Harvard Business School, ser julgada boa mulher e boa líder é luta árdua e permanente. A autora acentua que até o uso de terninhos em campanha é motivo para discussão, como ocorre com Hillary Clinton na corrida presidencial americana. Talvez porque a aparência feminina seja mais valorizada do que a masculina.

Estudo realizado por Esther Duflo, do Massachusets Institute of Technology (MIT), na Índia, registrou a obrigatoriedade de presença de mulheres em um terço das câmaras municipais. E concluiu, utilizando critérios objetivos, que mulheres administraram províncias melhor do que homens. Inclusive por terem aceito menos propinas.

No Brasil, mulheres já governaram e governam Estados: Ieda Crusius (RS), Rosinha Garotinho (RJ), Roseana Sarney (MA) e Vilma de Faria (RN). Também já administraram prefeituras de Capitais: Marta Suplicy (SP), Ângela Amim (Florianópolis), e Luizianne Lins (Fortaleza).

As mulheres, não sem alguma razão, dizem que precisam apresentar o dobro da competência masculina para chegar aonde desejam. Pode ser. E se o for, é uma pena. Porque democracia contemporânea, sem presença feminina, perde em vocação social e em inspiração pessoal. Essas são virtudes especialmente femininas. Raras no mundo político masculino.

Ter consciência da eficácia política das mulheres parece óbvio para os pernambucanos. Mas não o é. Pois aqui, na terra das heroínas de Tejucupapo, não as tivemos ainda nem na prefeitura do Recife nem no governo do Estado. Aliás, por aqui, temos que começar diminuindo os índices de violência contra elas. Viva a mulher.

» Luiz Otavio Cavalcanti é diretor da Faculdade Santa Maria.

EDITORIAL
Velhos e novos dilemas femininos
Publicado em 02.03.2008

O que pensam, como vivem e o que desejam as brasileiras? Essas perguntas foram o pontapé para a produção da reportagem de capa desta edição, inspirada nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, no próximo 8 de março. A repórter Bruna Cabral apresenta os números e perfis de brasileiras que resultaram da pesquisa Mulheres do Brasil, sobre hábitos de consumo e comportamento delas, realizada pela consultoria Rohde & Carvalho. Entre outras facetas do sexo feminino, o estudo trouxe à tona dados surpreendentes, como a preocupação em comprar produtos que não agridam o meio ambiente (72% das entrevistaram declararam isso) e a preocupação em economizar água (81% das entrevistadas). Curiosamente, a pesquisa aponta ainda que, mesmo que 76% das mulheres trabalhem fora de casa, apenas 23% delas assumem que colocam o trabalho em primeiro lugar. Estão as mulheres conseguindo, então, dar de fato mais atenção à família e a elas mesmas? Só lendo a reportagem para conferir. E já que a consciência feminina anda atenta no quesito preservação do planeta, nada melhor que a reportagem de Carol Botelho sobre ecodesign, tendência forte na ambientação e que privilegia a preocupação em reciclar, não poluir e descobrir materiais alternativos. Porque já é possível sim – com um pouco mais de dinheiro, é verdade – deixar a casa bonita e ser ecologicamente correto.

» PESQUISA
Para as mulheres aparência conta mais que o dinheiro
Publicado em 03.03.2008

Beleza é a principal arma de sedução para os homens conquistarem suas parceiras, embora alguns continuem pensando que o que elas mais querem deles é uma boa situação financeira

Para as mulheres a aparência masculina conta mais que dinheiro. A afirmativa é resultado de recente pesquisa realizada entre norte-americanas e publicada na revista especializada Journal of Personality and Social Psychology. Segundo o estudo, feito através de encontros relâmpagos entre 80 jovens casais, a aparência e um corpo atraente são pré-requisitos mais importantes para a mulher na hora de escolher seu parceiro. Ouvimos algumas mulheres do Agreste para saber se elas concordavam com os resultados da análise.

A comerciante Ivany Ferreira Silva, 23 anos, disse que para ela o fato de o homem ser rico é apenas conseqüência. “Um belo físico é o primeiro estímulo que me atrai. Trabalho muito, tenho uma renda considerável e não preciso do dinheiro deles para me aproximar”, garante. Já a supervisora de recursos humanos Vitória Régia Melo, 38, diz que a beleza não atrai apenas as norte-americanas. “O pobre e lindo pode até ganhar dinheiro, mas o rico e feioso dificilmente vai ficar bonito”, diz.

Para a psicóloga educacional Socorro Luna, de Garanhuns, a realidade da região pode se encaixar na pesquisa por estar ligada à responsabilidade financeira da maioria dos lares, que, no Nordeste, pertence às mulheres. “Isso é uma mostra da força do sexo feminino no mercado de trabalho. Elas conquistaram espaço e pouco precisam do dinheiro dos homens”, explica. O segundo motivo, conforme Luna, é a supervalorização da beleza. “Podemos observar o aumento de novas clínicas de estética, academias de ginástica e até a aquisição de roupas caras que estão na moda”, explica.

Com situação financeira estável, o publicitário Jackson Carvalho, 39, acredita que cuidar da vaidade eleva a auto-estima do homem e passa a ser o que chama de um “diferencial competitivo”. “As mulheres estão mais independentes, por isso, percebo que fatores como o físico e a forma de se vestir se sobressaem ao dinheiro. Claro que isso deve ser atrelado aos princípios e a uma boa dose de romantismo”, considera.

Em contrapartida, o estudante Dawton Luis Moraes, 24, acha que as mulheres se importam mais com dinheiro. “Já aconteceu de eu estar ficando com uma menina e ela se esquivar quando descobriu que não tenho carro. Elas gostam de ver o homem esbanjando dinheiro para dar luxo a elas, e não importa se ele é bonito. Por que há tantos mulherões acompanhadas de feios?”, questiona.

De acordo com a psicóloga Renata Pacheco, mestranda em família e comunidades pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a opinião de Dawton tem sentido. “Creio que as mulheres continuam atraídas pelo poder e status social do homem – especialmente as mais jovens. No entanto, as maduras, independentes, pouco se apegam ao dinheiro e à beleza: elas querem, antes de mais nada, um companheiro”, analisa.

“De modo geral, as americanas estão nunca situação privilegiada: pertencem ao Primeiro Mundo e não são obrigadas a enfrentar a miséria existente em nossa região. Caso a pesquisa fosse realizada no Nordeste, o resultado teria sido diferente”, prevê.

» Dia da Mulher

Até o próximo sábado, 8, o Plaza Shopping comemora o Dia Internacional da Mulher com serviços gratuitos como massagens, reflexologia, pilates, entre outros. A iniciativa, realizada em conjunto com a Clínica Vive Day Spa, conta também com palestras de profissionais de saúde, como nutricionistas. Para participar, basta levar um quilo de alimento não perecível, que será doado ao NACC. Informações: 3265-8100.

» Espartilho e silicone

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, 8, o Shopping Guararapes promove a exposição Entre espartilhos e silicones: os artifícios da sedução feminina através das décadas, que retrata a mulher desde o século 19. A mostra, que acontece até 16 de março, na Praça da Cidade do centro de compras, apresenta peças como espartilhos e enchimentos de silicone, vestidos de cintura baixa dos anos 20, conhecidos como “achatadores de seio” , e imagens de personalidades como Marilyn Monroe, Cindy Crawford e Angelina Jolie. O evento acontece de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 12h às 20h, com entrada gratuita.

» VÔLEI DE PRAIA
Lula e Carla na luta para passar pelo qualifying
Publicado em 06.03.2008

Dois pernambucanos entram em quadra hoje com o objetivo de garantir um lugar no torneio principal da etapa de Foz do Iguaçu, no Paraná, do Circuito Brasileiro de vôlei de praia. Lula (parceiro de Pará) e Carla Piloto (que joga com a catarinense Andréa Teixeira) estão na briga por uma das 16 vagas (oito masculinas e oito femininas) na disputa principal, que começará amanhã e segue até domingo. Caso passem, juntam-se aos conterrâneos Adriano e Fabiano, com lugar garantido por conta da quinta colocação no ranking nacional.

“A gente conseguiu treinar bem melhor por conta dessa pausa de 15 dias entre uma etapa e outra. Vamos jogar de cara contra uma dupla experiente que é Carol/Nina(RS/PR), mas as nossas expectativas são as melhores”, disse Carla. Elaine, outra pernambucana na disputa do Circuito, não está na etapa por estar cumprindo uma suspensão da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

O qualifying em Foz do Iguaçu reunirá 27 duplas masculinas e 25 femininas. As parcerias que avançarem se juntarão a outras 32 previamente classificadas (16 masculinas e 16 femininas) para a disputa do principal.

Dia 01 de Março

Roda de diálogo Mulheres Convivendo com o HIV.

Local: Córrego do Euclides – Alto José Bonifácio

Hora: 19h

Realização: Cidadania Feminina

 

Dia 04 de Março 

Seminário Mulher e Espaço de Poder com a Deputada Tereza Leitão

Local: Câmara de Vereadores de Paulista

Hora: 19h

Realização: Fórum de Mulheres de Paulista

 

Dia 05 de Março 

* Palestra sobre o tema “Violência Doméstica Contra a Mulher: A Saúde Deve Meter a Colher”

Local: Programa Bolsa Família de Olinda (por trás do Comprebem, em Bairro Novo)

Hora: 9h

Palestrante: Adriana Duarte (coordenadora do Programa Observatório da Exploração Sexual do Coletivo Mulher Vida)

Realização: Programa Bolsa Família em parceria com o Coletivo Mulher Vida

* Audiência Pública sobre a qualidade dos serviços de saúde da mulher no município de Paulista

Local: Câmara de Vereadores de Paulista ou Auditório do Ministério Público

Hora: 10h

Realização: Fórum de Mulheres de Paulista

 

* Lançamento da Cartilha Apitaço – Mulheres Enfrentando a Violência

Local: Córrego do Euclides – Alto José Bonifácio

Hora: 15h

Realização: Cidadania Feminina

 

* Palestra sobre A Lei Maria da Penha e sobre o 8 de Março.

Local: Córrego da Batalha – Prazeres     

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.Hora: 19h

Realização: Coletivo de Mulheres de Jaboatão dos Guararapes

 

Dia 06 de Março

* Sessão de homenagem às mulheres de Paulista

Local: Câmara de Vereadores de

Hora: 15h

Realização: Fórum de Mulheres de Paulista

 

* Palestra sobre Violência Doméstica – Ciclo Vicioso

Local: Jaboatão dos Guararapes

Hora: 19h

Realização: Coletivo de Mulheres de Jaboatão dos Guararapes

 

Dia 07 de Março

Passeata pelo Dia Internacional da Mulher em Olinda

Mote: “Violência Doméstica Contra a Mulher: A Saúde Deve Meter a Colher”

Local da concentração: Praça do Fortim, em Olinda – 8h

Saída: 9h – pela Av. Getúlio Vargas, rumo ao Banco do Brasil, no Bairro Novo.

Realização: Coletivo Mulher Vida

Parcerias: Prefeitura Municipal de Olinda, Programa Bolsa Família, Olinda Jovem, Fórum de Mulheres de Pernambuco, Nupav, Programa de DST/Aids de Olinda, Secretaria da Saúde da Mulher de Olinda.

Café da Manhã com as Servidoras da Prefeitura Municipal de Olinda

Local: Eufrásio Barbosa

Hora: 8h

Realização: Coordenadoria da Mulher de Olinda

Passeata do Movimento de Mulheres em Recife

Mote: Para as Mulheres, todos os direitos, nenhum direito a menos. Direito não é mercadoria! É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.

Passeata e entrega de um documento com as reivindicações do movimento de Mulheres ao governo do Estado.

Local: Saída da Praça Oswaldo Cruz (Boa Vista) em direção ao Palácio.

Hora: 14h

Realização: FMPE, AMB, CUT, MST, CPT, UBM, FERU, Marcha Mundial das Mulheres, Secretaria de Mulheres PSB, Secretaria de Mulheres do PT, Articulação de Mulheres Negras.

 

Dia 08 de Março:

Ato público do Movimento de Mulheres

Panfletagem no Mercado São José, Caminhada com alas temáticas até o Parque 13 de Maio para um pequenique e rodas de diálogos.

Loca: Saída do Mercado São José.

Hora: 7h com café da manhã.

Realização: FMPE, AMB, CUT, MST, CPT, UBM, FERU, Marcha Mundial das Mulheres, Secretaria de Mulheres PSB, Secretaria de Mulheres do PT, Articulação de Mulheres Negras.

 

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.Panfletagem sobre o 8 de Março

Local: Feiras livres de Prazeres, Jordão, Cavaleiro, Curados e Jaboatão – Centro.

Hora: 8h às 12h

Realização: Coletivo de Mulheres de Jaboatão dos Guararapes

 

Dia 11 de Março:

Atividades nos pontos de ônibus sobre a violência contra a mulher

Hora: 7h às 8h30

Realização: União Brasileira de Mulheres – PE

 

Debate: A participação política das mulheres nas Reformas

Local: Anexo da Assembléia Legislativa

Hora: 18h

Realização: União Brasileira de Mulheres – PE

 

Dia 12 de Março:

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.Debate sobre Feminismo e Prostituição

Local: Córrego do Euclides – Alto José Bonifácio

Hora: 15h

Realização: Cidadania Feminina e Associação de Profissionais do Sexo.

 

Dia 15 de Março:

Debate Mulher e Mundo do Trabalho

Local: Córrego do Euclides – Alto José Bonifácio

Hora: 19h

Realização: Cidadania Feminina e Casa da Mulher do Nordeste.

 

Dia 18 de Março:

Roda de Diálogo: Mulheres em defesa de direitos

Local: Córrego do Euclides – Alto José Bonifácio

Hora: 15h

Realização: Cidadania Feminina, Secretaria de Direitos Humanos e de Saúde do Recife. É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.

 

Dia 20 de Março:

Vigília pelo Fim da Violência Contra a Mulher

Local: Prazeres – Jaboatão dos Guararapes. Ao lado do Banco Real, caminhada até o Ministério Público.

Hora: 15h

Realização: Coletivo de Mulheres de Jaboatão dos Guararapes

 

Dia 22 de Março:

Caminhada em defesa dos direitos das mulheres

Local: Passarinho

Hora: 15h

Realização: Cidadania Feminina e Grupo Espaço Mulher de Passarinho

O Centro Acadêmico de Filosofia Hannah Arendt da Univerdidade Catolíca de Pernambuco promove esta semana um encontro filosófico sobre Mulher Filosofia , abordando, entre outras questões, a Conjuntura Atual da Mulher no Estado de Pernambuco. O encontro será no dia 06 de março, das 17h as 18h20, no Bloco B da universidade, na sala 210.
Mais Informações:
Kelly Regina
Coordenação de Cultura do C.A Hannah Arendt
Tel: (81)8807.2875
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), lançou nesta terça-feira, (04/03)   o site oficial da I Conferência Nacional GLBT, no endereço www.conferencianacionalglbt.com.br.

 

A I Conferência será realizada em Brasília, de 06 a 08 de junho de 2008.

 

A Conferência será precedida de conferências estaduais.  Em alguns estados também serão realizadas conferências municipais ou territoriais. Informações adicionais sobre essas conferências podem ser encontradas no site da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT – www.abglt.org.br , no item I Conferência GLBT.

» SÃO PAULO

Mulher mata as duas filhas

Publicado em 18.02.2008 no Jorna do Commercio

Uma mulher, supostamente com problemas mentais, matou suas duas filhas após atirar contra elas, no fim da tarde de sábado, em São Matheus, Zona Leste de São Paulo. A mulher manteve como reféns e baleou as próprias filhas, uma de 10 e outra de 6 anos, por volta das 18 horas, de anteontem. A mulher, que também ameaçava se matar, acabou dominada por policiais que invadiram sua casa. As crianças foram encaminhadas ainda com vida para hospitais, mas não resistiram.

 

 

» PAQUISTÃO

País realiza eleições em clima de tensão

Publicado em 18.02.2008 no Jorna do Commercio

ISLAMABAD – Sob um rígido esquema de segurança para tentar evitar atentados e sob acusações de que o governo promoverá uma fraude generalizada, o Paquistão realiza hoje as eleições parlamentares mais conturbadas de sua história recente. Metade dos 160 milhões de habitantes está apta a votar.Não será o caso de Mohammad Anwar, 30 anos, que ontem ajudava a carregar as urnas de plástico transparente para uma zona eleitoral de Rawalpindi. “O presidente vai para a TV e diz que não vai ter fraude, mas eu duvido. Vou aproveitar o feriado”, diz ele.De fato, até a escolha do material das urnas parece feita para ecoar o mantra do presidente Pervez Musharraf: As eleições serão transparentes. Os dois principais partidos de oposição, o PPP (Partido do Povo Paquistanês) e a PML-N (grupo do ex-premiê Nawaz Sharif na Liga Muçulmana do Paquistão) prevêem fraudes maciças.Estão em jogo 342 assentos da Assembléia Nacional, similar à Câmara dos Deputados no Brasil, e 728 nas Assembléias Provinciais, equivalente ao Legislativo estadual. A última eleição ocorreu em 2002.O pleito é crucial porque, após anos de diversas crises, o Paquistão está em convulsão. No ano passado, Musharraf usou poderes ditatoriais para intervir no Judiciário, o qual acusava de querer governar às avessas, ao contestar ações do Executivo sistematicamente.Em novembro, suspendeu a Constituição e declarou estado de emergência, numa situação que só foi agravada pelo assassinato da líder oposicionista Benazir Bhutto, recém-chegada do exílio.O governo diz que Benazir foi assassinada por radicais islâmicos, os mesmos que agora ameaçam a eleição com novos atentados. Anteontem, 46 pessoas morreram com a explosão de um carro-bomba em um comitê do PPP, partido de Benazir, no norte do país. Ontem um candidato e três simpatizantes foram feridos num ataque com granada em uma região tribal.Em Rawalpindi, a presença policial era ostensiva ontem. Comboios com policiais e militares fortemente armados desfilam ao lado de carros com bandeiras de partidos. Na capital, a vizinha Islamabad, não há uma esquina importante que não esteja policiada. Em todo o país, são 81 mil soldados e 47 mil paramilitares para vigiar 64 mil zonas eleitorais.“Eu espero que dê tudo certo, mas estamos prontos para o pior”, diz Ahmad Nizam, chefe da seção de uma escola masculina em Rawalpindi. Como nas mesquitas, mulheres e homens votam em locais distinto.A vitória da oposição, apontada em pesquisas feitas por institutos estrangeiros, é vista como natural. Analistas apontam a possibilidade, contudo, de um acordo de governabilidade, já que Musharraf ainda tem o apoio do Exército – o qual comandou até o fim do ano passado, mas que dá sinais de o estar abandonando. E sem militares ninguém governa o Paquistão, país que tem armas nucleares.

 

 

» VIOLÊNCIA

Ladrões matam mulher no trânsito

Publicado em 18.02.2008 no Jorna do Commercio

A técnica em enfermagem Íris Almeida, 31 anos, foi baleada, quando estava no carro, em Olinda, com o marido e uma filha, de 1 anos e 11 meses

A agente comunitária e técnica em enfermagem Íris Cleide Ferreira Costa de Almeida, 31 anos, foi morta com um tiro durante um assalto, na noite de sábado, na Avenida Nápoles, em Rio Doce, Olinda, Região Metropolitana. Ela estava no carro com o marido, o engenheiro agrônomo César Luciano da Silva, 32, e a filha mais nova, de 1 ano e 11 meses, quando dois homens surgiram armados. O marido de Íris acelerou o veículo e, na reação dos bandidos, um dos tiros acertou a vítima. A bala entrou pelo braço direito e atingiu o coração. Este ano, 41 mulheres foram mortas no Estado.

Os mesmos assaltantes são suspeitos de, uma hora antes, terem baleado Hernande da Rocha Pereira, 46, também numa tentativa de assalto na Avenida Nápoles. A vítima, que passava de carro, levou um tiro nas costas e permanecia internada no Hospital da Restauração (HR), no Recife. Submetido a uma cirurgia, apresentava um estado de saúde estável.

A criança que estava no carro nada sofreu. A agente comunitária deixou outros três filhos, de 11, 8 e 6 anos. Abalado, o marido da vítima contou que tudo aconteceu muito rápido e, na hora da investida, a única reação que teve foi acelerar. O casal retornava para casa, em Rio Doce, por volta das 21h.

“A avenida estava bem movimentada. De repente, só vi os dois homens se jogando sobre o carro. Parecia que iam atravessar a rua. Quando vi a arma, me abaixei e acelerei. Só depois percebi que minha mulher estava ferida”, contou. Ele disse que sua preocupação foi proteger a filha e a mulher. César Luciano ainda tentou socorrer Íris, levando-a para o HR. Mas ela chegou morta à unidade.

“O que mais nos revolta é saber que eles atiraram por atirar, com raiva porque não paramos o veículo. Tentaram roubar um rapaz antes e, como não conseguiram, investiram contra a gente. É muita falta de segurança nas ruas”, criticou.

Íris foi sepultada no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, no fim da tarde de ontem. O caso está registrado no posto policial do HR, mas hoje a família pretende ir à Delegacia de Rio Doce para tentar agilizar as investigações.

Ontem à tarde, três adolescentes que estavam em dois cruzamentos abordando motoristas para roubar foram presos. Em um deles, na Avenida Bernardo Vieira de Melo, em Piedade, Jaboatão, havia dois rapazes, de 14 e 15 anos, com um revólver calibre 32. Na esquina da Avenida Agamenon Magalhães com a Rua Dom Bosco, no Derby, um limpador de pára-brisas, 17, usava um caco de vidro para assaltar.

 

» VIOLÊNCIA

entrevista » César Luciano da Silva

Publicado em 18.02.2008 no Jorna do Commercio

“Eu só pensava em protegê-las”

O engenheiro agrônomo César Luciano da Silva retratava a dor de ter uma pessoa perdida para a violência. Ontem, menos de doze horas depois de ver a mulher ser assassinada por assaltantes, ele falou da revolta que está sentindo. “Ela teve a vida tirada de forma tão estúpida. Tenho quatro filhos e agora?”

JC – O que você pensou na hora em que viu os dois homens?

César – Primeiro, achei que iam atravessar a avenida. Quando chegaram perto é que percebi a arma. Só pensei em minha filha, em protegê-la. Acelerei, me abaixei e ouvi o primeiro disparo. No segundo, olhei para trás para ver se minha filha, sentada na cadeirinha de proteção, estava bem. Nesse momento, ouvi Íris me chamar. Depois, ela caiu para o meu lado. Foi que notei o ferimento no braço direito.

JC – Qual foi sua reação?

César – De desespero. Dei a volta rapidamente no carro, quase bato em outro veículo. Só pensava em socorrê-la. Achava que Íris ainda estava viva. Mas depois que ela me chamou, desmaiou.

JC - Você é capaz de identificar os dois assaltantes?

César - Acho que não. Sei apenas que eram negros e jovens.

JC - Qual o sentimento diante de tanta violência?

César - De revolta, muita revolta. A gente tem um carro velho, um Escort e, por isso, nunca imaginei que pudesse ser alvo de assaltantes estando nele. É revoltante ver minha esposa, uma pessoa querida por todos, ter a vida tirada de forma tão estúpida. Meu filho mais velho está inconsolável, acha que a mãe está dormindo e vai acordar a qualquer momento.

 

» VIOLÊNCIA

SDS registra queda na taxa de homicídios

Publicado em 18.02.2008 no Jorna do Commercio

A Gerência de Análise Criminal e Estatística da Secretaria de Defesa Social (SDS) registrou no mês passado 76 homicídios a menos em relação a janeiro de 2007. Segundo o relatório concluído na última sexta e repassado ontem à noite à imprensa, foram contabilizados 383 assassinatos no mês, contra 459 em janeiro de 2007. A taxa de redução foi de 16,56%. De acordo com a SDS, é o quinto mês consecutivo de queda na taxa de homicídios. Em números absolutos, a diferença é a maior desde o lançamento do Pacto Pela Vida, em maio do ano passado.

Os dados de janeiro deste ano demonstram que a maior redução em termos absolutos foi na Região Metropolitana do Recife, com 35 assassinatos a menos – 148 em janeiro de 2007 contra 113 no mesmo período deste ano. Na capital, foram notificadas 90 mortes, 13 a menos do que o mesmo mês do ano passado.

No Sertão, houve 24 mortes a menos – 66 em janeiro de 2007 e 42 este ano. Na Zona da Mata, entretanto, o número de homicídio cresceu. Houve 67 assassinatos na região – 6 a mais do que janeiro de 2007.

Segundo a SDS, desde o início do Pacto Pela Vida, houve redução na taxa mensal de homicídios em sete dos nove meses transcorridos do programa. Os dados consolidados pela Gerência de Análise Criminal e Estatística foram coletados na Polícia Civil, Polícia Militar, Institutos de Medicina Legal do Recife, Caruaru e Petrolina, além do Instituto de Criminalística.

 

» TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Garota envenena a mãe e amiga

Publicado em 18.02.2008 no Jorna do Commercio Uma adolescente de 15 anos foi presa, ontem, em Camaragibe, no Grande Recife, depois de tentar matar a mãe com veneno de rato (conhecido como chumbinho) colocado no feijão. A mãe da garota passou mal, na noite de sábado. Levada para o Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, ela recebeu alta ontem à tarde. Uma colega da adolescente, de 12 anos, também ingeriu o alimento e teve que ser socorrida no Hospital Barão de Lucena, no mesmo bairro. A menina permanece internada, com quadro estável e sem risco de morte, embora esteja respirando com aparelhos.

Na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), na Boa Vista, no Recife, a garota contou que quis matar a mãe porque sempre apanhava dela. A raiva aumentou na sexta-feira, quando a adolescente estava na casa de outra colega do colégio e a mãe bateu nela com um pedaço de madeira. “Fui fazer um trabalho da escola. Ela não queria que eu fosse. Foi me buscar e me bateu na frente da minha amiga e da mãe dela, que chegou a passar mal. Voltei para casa chorando”, relatou a garota.

Na manhã do sábado, a adolescente aproveitou que a mãe saiu da cozinha para atender um telefonema e colocou o veneno na panela de feijão. “Tem chumbinho lá em casa por causa dos ratos. Peguei um pouco e joguei no feijão”, relembrou. Na hora de almoçar, a mãe da garota preparou o prato da filha com feijão, arroz e macarrão. “Pedi para tirar o feijão”, disse.

O problema é que uma colega da garota estava na casa e também almoçou. “Não poderia contar a ela (à amiga) que tinha colocado veneno. Fiquei preocupada porque ela comeu o feijão, mas não podia fazer nada.” À tarde, por volta das 16h, a mãe da adolescente começou a passar mal. Tremia e suava muito. Um vizinho a socorreu e levou para uma unidade de saúde de Camaragibe. Em seguida, foi transferida para o HGV.

A amiga da adolescente passou mal à noite. A polícia descobriu o caso porque a assistente social do Barão de Lucena contactou a GPCA. Agentes da delegacia foram até a casa da adolescente e prenderam-na. “Fui abandonada com um ano de idade. Eu e minha irmã fomos criadas pelo meu pai e pela minha madrasta. Sempre morei em Caruaru (Agreste). Como meu pai se separou, vim morar em Camaragibe há seis meses”, afirmou a garota.

Em momento algum, durante a entrevista, a adolescente se referiu a sua genitora como mãe. “Ela é revoltada comigo porque não a chamo de mãe. Não gosto porque ela me bate muito, mas estou arrependida”, observou. Autuada por tentativa de homicídio, a garota ficará numa unidade de acolhimento de menores, à disposição da Justiça.

 

» TARSILA E EDUARDA

Testemunhas depõem hoje

Publicado em 18.02.2008 no Jorna do Commercio

Quatorze pessoas, sendo seis testemunhas de acusação e oito informantes, participarão hoje, em Ipojuca, no Grande Recife, da segunda audiência do caso Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão. As jovens foram assassinadas em maio de 2003. Presos desde janeiro, os irmãos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira, apontados como autores do crime, não estarão presentes. O defensor público José Antônio Melo vai aproveitar para saber se a Justiça acatou o pedido de relaxamento de prisão deles.

 

» CASO JOANNA

Nadadora prefere o silêncio, após nota

Publicado em 18.02.2008 no Jorna do Commercio

Após a nota divulgada ontem pelo seu ex-treinador, Eugênio Miranda, a nadadora Joanna Maranhão preferiu manter o silêncio e só se pronunciará na Justiça. Em nota à imprensa, publicada na segunda edição de ontem do Jornal Commercio, o professor de educação física Eugênio Miranda voltou a negar as denúncias, além de questionar o comportamentos da atleta, como o fato de ter demorado 12 anos para falar sobre o assunto. Ele também confirma que entrará com um processo judicial por calúnia contra Joanna e sua mãe Teresinha Maranhão na próxima quarta-feira.

Mesmo com os apelos de Joanna Maranhão, nenhuma nova denúncia contra Eugênio Miranda apareceu durante todo o fim de semana. Na Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), nenhuma queixa contra o professor de educação física foi registrada nesses dias.

O caso mais recente foi divulgado na última quinta-feira quando uma ex-nadadora, hoje com 19 anos, também acusou o ex-treinador por um suposto abuso sexual na infância.

NOTA - Para o criminalista Bráulio Lacerda, a nota divulgada por Eugênio é uma forma de dar uma resposta à sociedade. No entanto, para o advogado, pode haver uma estratégia embutida de intimidação a outras possíveis vítimas.

“É uma forma de reparar os danos causados pela exposição (dele na mídia), mas também pode ser uma forma de inibir a denúncia de outras vítimas, caso a acusação seja verdadeira”, explicou o advogado.

Na declaração, Eugênio garante ter um trunfo contra Joanna, mas que só deverá ser usado no processo criminal. O ex-técnico afirma que conhece o motivo pelo qual a nadadora teria feito essa acusação contra ele. “Isto pode ser tanto verdade como um blefe. Pode ser uma estratégia de evitar que ela (Joanna) continue se manifestando contra ele”, disse Lacerda.

Na edição de ontem do Jornal do Commercio, Teresinha Maranhão disse que não sabe qual seria esse suposto motivo. “Não desconfio de nada. Mas de uma pessoa doente pode se esperar tudo”, afirmou. “A carta está muito bem redigida. Com certeza, foi escrita pelo advogado dele, porque ele não tem formação intelectual para escrever uma carta dessa”, cutucou Teresinha.

 

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